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A dor certa vale mais que a ideia genial

08/06/2026 · 4 min de leitura

A dor certa vale mais que a ideia genial

Toda semana alguém me conta uma ideia de app. Quase nenhuma nasce de uma dor vivida. É por isso que quase nenhuma sai do papel.

"Tenho uma ideia de app." Eu ouço isso toda semana. E a minha primeira pergunta é sempre a mesma: qual dor você vive que esse app resolve?

O silêncio que vem depois é a resposta.

Ideia de fora e dor de dentro

Ideia de fora é aquela que vem de olhar o mercado. "Ninguém fez um app pra isso." "Esse setor está atrasado." Pode até ser verdade, mas quem constrói não conhece o problema por dentro, então adivinha. E adivinhar é caro.

Dor de dentro é o que você sente na pele todo dia. O Atlas veio da minha mesa de cozinha. O Cria veio da minha trava pra publicar. A plataforma da Zephyr veio da minha planilha que envelhecia. Em nenhum dos três eu precisei adivinhar o que o usuário queria, porque o primeiro usuário era eu.

O sinal de que a dor é real

Ela se repete. Três pessoas diferentes reclamam da mesma coisa, sem você perguntar. Você já tentou resolver com gambiarra, planilha, grupo de WhatsApp. Existe um momento específico em que a pessoa desiste, e você sabe qual é.

Quando os três sinais aparecem juntos, você não tem uma ideia. Tem um sistema esperando pra ser construído.

O conselho

Para de procurar ideia. Começa a anotar dor. A sua, a dos seus clientes, a das pessoas em volta. Em um mês você vai ter uma lista, e uma delas vai se repetir mais que as outras. É por ali.

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