Eu não sou programador de formação. Sou assessor de investimentos. E tenho três sistemas no ar, usados por gente de verdade, com login, pagamento e relatório automático. Vou contar como, sem romantizar.
A ordem
Toda vez que eu construo, sigo a mesma sequência. Sempre.
- 01Dor. Escrevo em uma frase qual problema o sistema resolve e pra quem. Se não cabe em uma frase, não está claro, e eu não começo.
- 02Telas no papel. Antes de qualquer ferramenta, desenho as três ou quatro telas principais. Só o essencial. O que a pessoa precisa ver primeiro, o que ela faz depois.
- 03Dados. Defino o que precisa ser guardado. Usuário, plano, transação, relatório. Isso vira o banco, e o banco decide o resto.
- 04Construção. Aqui entram as ferramentas. Eu construo tela por tela, testo com gente de verdade, corrijo, volto. Nada de "vamos fazer tudo e lançar depois".
- 05O que faz a diferença. Todo sistema meu tem uma parte que faz o trabalho pesado pelo usuário: gerar o relatório, resumir, sugerir o próximo passo. É o que faz a pessoa dizer "isso aqui é diferente".
- 06Pagamento e lançamento. Um plano simples, cobrança ligada, no ar. Depois melhoro.
O que nenhuma ferramenta faz por você
Ela não sabe qual dor importa. Não sabe o que o seu cliente precisa ver na primeira tela. Não sabe quando uma funcionalidade é excesso. Isso é critério, e o meu vem de dez anos ouvindo família falar de dinheiro.
Por isso quem se dá bem construindo não é quem sabe mais de tecnologia. É quem conhece melhor a dor e tem disciplina pra seguir a ordem.
Por que eu ensino isso
Porque a sequência se repete. Foi assim no Atlas, foi assim na plataforma da Zephyr, foi assim no Cria. E se repete comigo, repete com quem tem uma dor clara e uma ideia. É isso que eu faço na mentoria: sento com a pessoa e a gente vai da ideia ao sistema no ar.
